quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Como Encontrar um Canto?

Parece uma receitinha fácil... mas não é! Principalmente quando se está em uma cidade totalmente desconhecida.

Busca em sites de imobiliárias (como a organização de um mesmo negócio na Internet pode ser tão diferente entre um estado e outro?), anúncios em jornais, placas nas ruas, caminhadas a esmo... tudo era válido pra encontrar um canto "pra chamar de nosso"! E nós tentávamos de tudo, mesmo. Éramos como duas metralhadoras giratórias, servia um cafofinho em qualquer bairro... nunca tomei tantos ônibus no espaço de 48 horas. Mas agente estava feliz, namorandinho pelas ruas desconhecidas, fazendo planos para o nosso futuro no lugar.

No sábado conseguimos uma pousada no bairro que escolhemos para ser a nossa primeira opção de residência, já que conhecíamos de passagem a maioria das possibilidades. Isso facilitou que foi uma beleza!!! Principalmente porque eu, depois da vida toda em cima do salto alto, resolvi fazer os trajetos de chinelos de dedo: meus pés começavam a doer de um jeito estranho...

Continua...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

SEM EIRA, NEM BEIRA... NEM TETO!

Chegamos em Niterói numa sexta-feira: sem eira, nem beira... nem teto!
Não sabíamos das surpresas embutidas na curta saga de cinco dias.
Começar do zero é algo inimaginável! Pelo menos era...

Na sexta, nos hospedamos em um hotel (sic) no Centro. Penso que quase nada poderia ser pior do que aquilo: durante o dia uma espécie de feira livre era a vista do quarto, daquelas com uns vendedores que têm pulmões de aço e anunciam produtos com seu megafone natural; à noite eles se reuniam no bar (exatamente em baixo da nossa janela) pra bater papo e beber cerveja... preciso dizer que quem passa o dia gritando fica meio surdo? Pois é, ELES descansavam contando piadas e cantando em alto e bom tom!

Isso aumentava ainda mais a urgência do desejo: um "lar, doce lar"! Mas o nosso prazo de cinco dias era a minha maior angústia... e se não conseguíssemos nada? Cara, não ter onde morar é de deixar qualquer um meio atordoado.

Continua...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Triste demais :(

A loucura da "Babilônia" me engoliu os segundos e pouco tempo (ou nenhum) é o que sobra pra postar aqui.

Como não avisei aos amigos sobre esse Blog e poucos (pouquíssimos) sabem da sua existência, não me sinto constrangida em vir aqui, em meio a esse caos, só pra dizer:
Ainda não tenho opinião cem por cento formada sobre tudo isso! Hahaha

"Guerra civil? Não onde eu veja!", foi o post anterior...

Felizmente eu não presenciei nada dessa "nova guerra", nada aconteceu perto de mim. Ainda assim, a verdade dessa última semana salta aos olhos.

Parece que estamos naquilo que resta da nossa frágil segurança pessoal, mas a dor de cada ataque desses está presente em cada carioca. Mesmo os amigos que não estão no RJ me dizem isso: cada ato de violência é um soco na nossa cara.

Posso dizer algumas frases soltas daquilo que penso, já fundamentar isso demanda um equilíbrio que, sinceramente, eu não consigo ter nesse tumulto. As tais frases soltas, das quais sou capaz, são:

1) a repressão não é a solução definitiva, mesmo que pareça a unica: se não resolver-se a questão social, a divisão de renda, nunca teremos paz de verdade. ainda que o momento seja de enfrentamento, já é hora de procurar e eliminar as causas da marginalidade;

2) diferente de muitos, eu não vejo a legalização das drogas como saída, como uma alternativa para o problema. Digo isso porque as vejo como um instrumento capitalista para desmobilizar os movimentos, alienar a juventude, mudar o foco. O jovem que consome drogas não está apto a se levantar diante do sistema.


Quem defende o contrário, argumenta que muito sangue não seria derramado e que a criminalidade seria a mais prejudicada com essa medida, pois perderia seu alto lucro. Eu digo que, independente da legalização das drogas, a sua venda e consumo destroem a perspectiva revolucionária. Essa é uma estratégia capitalista para aplastar o movimento popular (vide o caso dos Panteras Negras - EUA).

3) Se por um lado as UPPs não resolvem o problema e não passam de um projeto superficial, como vi muitos dizerem (friso que ainda não tenho subsídios para me aprofundar nisso e afirmar de boca cheia), por outro eu creio que recuar nesse momento pode ser uma demonstração de vitória para as organizações criminosas: isso pode ser altamente perigoso!

Faltam-me o equilíbrio e as informações mais profundas... por isso a provocação.

As unicas coisas que ainda afirmo com toda a certeza sobre a minha cidade é que ela é maravilhosa, tem um povo forte e guerreiro, vai superar mais essa e o principal:  "O Rio de Janeiro continua lindo"!!!